Leonardo conta sobre relação com Ancelotti e fala da ausência de Neymar na seleção brasileira (2:43)
Leonardo, campeão do mundo em 94, foi o convidado do Bola da Vez desta semana (2:43)
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ESPN.com.br
30 de ago, 2025, 02:00
Leonardo tem, além da capacidade intelectual, propriedade para falar dos dois maiores personagens da seleção brasileira. De Carlo Ancelotti, foi jogador e diretor no Milan, além de responsável por levá-lo ao PSG; como “chefão” na França, trabalhou ao lado de Neymar, grande estrela da companhia.
Técnico e craque ainda não estiveram juntos e não será agora, já que o camisa 10 ficou fora da convocação para os jogos contra Chile e Bolívia, pelas eliminatórias. Mas, na figura de quem os conhece bem, Leonardo consegue imaginar como será a convivência na seleção, que se prepara para a Copa do Mundo de 2026.
Hoje dirigente, embora esteja afastado do futebol desde que deixou o PSG, há três anos, o ex-meia de Flamengo, São Paulo, Milan e também seleção foi o Bola da Vez da semana, que vai ao ar neste sábado (30), às 18h (de Brasília), no Disney+. Durante a entrevista, revelou que ligou para Ancelotti antes do acerto com a CBF e negou que Neymar seja hoje um problema.
“Eu acho que ele vai convocar o Neymar, mas acho que a gente não pode mais dar tanta importância a essa coisa do Neymar. A gente vai trazer o Carlo porque ele é maior que o Neymar? Aí seria diminuir a escolha do Carlo. Não tem o mínimo sentido que [contratar um técnico como Ancelotti] seja por um jogador”, falou Leonardo.
“Neymar foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, mas a realidade hoje é uma outra. Carlo vai ser um cara super lúcido para julgar e saber se isso vai atrapalhar ou não, digamos, o trabalho, que é a construção de um time, de um grupo para vencer uma competição que é super difícil”.
Para o ex-jogador, que fez parte do grupo campeão do mundo em 1994, não há nome melhor para liderar a seleção do que Ancelotti. Os dois são amigos desde o começo dos anos 2000, quando trabalharam juntos no Milan, o que fez com que Leonardo até telefonasse para Carlo em meio às crises da CBF nos bastidores.
“Liguei para o Ancelotti porque fiquei preocupado, sinceramente fiquei, porque acho que era um momento de crise total, da mudança de presidente. Ele já tinha dado uma, palavra em relação à possibilidade de ser o treinador da seleção, mas eu fiquei preocupado com a situação porque imagina chegar numa crise tão grande, sem um presidente, o presidente que o tinha escolhido já não estaria mais, um outro presidente entrando que a gente não sabia o que ia acontecer”, disse Leonardo.
A capacidade do italiano, porém, ajudou a apaziguar um bastidor quente, desde a saída de Ednaldo Rodrigues e a chegada de Samir Xaud ao poder.
“Carlo tem uma capacidade tão grande de normalizar as coisas. Ele entra realmente dentro de um ambiente. O carisma dele não é um carisma natural, ele com o tempo adquiriu uma maneira de se comportar. Carlo é realmente uma pessoa sensível, aberta, que entra na cabeça das pessoas que vivem com ele, principalmente os seus jogadores. Ele entra em simbiose com o ambiente e isso já aconteceu aqui [no Brasil]. As pessoas gostam dele”, falou o ex-meia.
“Nada melhor do que ter o Carlo hoje aqui, pensando, egoisticamente, numa Copa do Mundo. Acho que não teria outra pessoa que pudesse normalizar isso, nem os outros grandes treinadores tem as características que ele tem para chegar nesse momento. Ele é um cara fenomenal. E sem se colocar tanto como o cara, entendeu? Ele realmente precisa de um ambiente harmonioso para trabalhar e faz tudo para que isso aconteça”.