
Agora é oficial! Nós definitivamente não sabemos o que esperar dos acontecimentos posteriores à nossa realidade. Viver em um período de completo rompimento de barreiras, cultural, social, científica e outras, é crível para todos os até então presentes. Porém, a velocidade com que os avanços vêm ocorrendo está fazendo com que algumas coisas ultrapassem o que hoje é possível e nos levem a temer pelo desconhecido. As pesquisas e os estudos estão evoluindo e proporcionando mudanças de dimensões “únicas”, com características assustadoras e peculiares.
A mais recente façanha não poderia ter vindo de outro lugar senão da China. A empresa Kaiwa Technology anunciou um robô que será capaz de gestar um bebê humano, previsto para 2026, com custo estimado em US$ 14 mil (cerca de R$ 73 mil). Durante a Conferência Mundial de Robôs 2025, realizada em Pequim no início do mês de agosto, o protótipo foi apresentado com a premissa de dar esperanças a pessoas com problemas de fertilidade.
Apesar de carregar um conceito positivo e empático, a ideia de um robô humanóide com útero artificial capaz de “engravidar” e dar à luz seria mesmo concebível? Para explicar: o embrião se desenvolveria como de costume no líquido amniótico, porém em uma versão artificial, recebendo nutrientes por meio de tubos que mimetizam a placenta. Para que o milagre do nascimento ocorra, o útero precisa ser implantado no abdômen do robô, permitindo que uma pessoa real e o robô possam interagir para conceber a gravidez, possibilitando que o feto cresça dentro dele.
A China é um dos países mais populosos do mundo, com cerca de 1,409 bilhão de habitantes, e por muito tempo se regeu pela lei do filho único, implementada no final da década de 1970 para controlar a natalidade e promover o crescimento econômico. Porém, nos últimos anos essa estatística vem caindo, deixando a população cada vez mais envelhecida e obrigando o governo a adotar medidas para equilibrar novamente a taxa de natalidade.
Uma das expectativas em relação a esse protótipo é ajudar a resolver o problema, principalmente por meio da produção em massa. As perspectivas são positivas, mas alguns cientistas estão contrariados, e especialistas da área da saúde ao redor do mundo criticaram a proposta, justamente pela ausência de conexão materna e pelas dúvidas quanto à possibilidade de uma tecnologia “copiar” um processo de alta complexidade, como a gravidez, sem causar danos sérios ao corpo da mulher.
Escrito por Kethelyn Rodrigues, supervisionada por Henrique Souza.
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